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A Congregação dos Padres da Doutrina Cristã surgiu para dar continuidade à obra do Pe. César de Bus (1544-1607), homem guiado pelo Espírito Santo e comprometido com a causa de Jesus Cristo, que viveu no sul da França em um período da história marcado pela grande miséria e ignorância religiosa do povo.

Mensagem de Páscoa do Superior Geral
31/03/2013

    “...foi crucificado, morto e sepultado.
    Desceu à mansão dos mortos,
    ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus...”
    (da profissão de fé)


    Caríssimos e caríssimas de nossas Realidades Leigas,

    que, humildemente mas eficazmente testemunhais a riqueza do carisma suscitado pelo Espírito Santo no Bem-aventurado César de Bus. Sempre me é agradável chegar até vós, em ocasiões dos grandes momentos do ano litúrgico para manifestar o afeto dos Padres Doutrinários e o sincero agradecimento pela ajuda que nos ofereceis.

    Partilhar convosco os sentimentos que o tempo litúrgico nos sugere, quer ser sinal de sincera unidade no caminho que todos somos chamados a fazer na companhia de Jesus.

    Portanto faço-me interprete do pensamento de felicitação de todos os Confrades, por ocasião da eminente Festa Pascal e estendo também a vós às reflexões partilhada com os Irmãos sobre as palavras do Credo, que constituem o coração da Páscoa: “...foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus...”

    No acompanhamento das palavras está bem delineado o caminho de Jesus nos dias da sua paixão, morte e ressurreição e aí também está delineado o nosso caminho de discípulos.

    Este evento precisa ser vivido com fé sincera, para degustar a profundidade e o frescor. Isso constitui o “centro do ano litúrgico” e é a luz central da nossa peregrinação terrena, da qual é imagem o caminho fadigoso de Israel, através do deserto, em direção à Terra Prometida.

    O tempo quaresmal nos oferece a oportunidade de verificar em qual ponto do caminho nos encontramos:

    - No início, bloqueados pelo medo de sermos capturados pelo Faraó, que nos persegue para nos fazer retornar a uma vida de escravidão?

    - Em Massa e Meriba, com as nossas resistências no coração e protestos nos confrontos com o Senhor, que nos pede para deixar as nossas pequenas seguranças (atividade, lugar, pessoas as quais estamos ligados) e caminhar confiando Nele?

    - Aos pés da montanha santa, com o desejo de deixar entrar no coração os mandamentos, as dez palavras necessárias para um caminho livre e ágil?

    - Sobre o monte Nebo, em companhia de Moisés, na atitude de contemplar a Terra Prometida, a herança feita aos nossos pais?

    - Sobre o Tabor, para degustar a intimidade com o Mestre, na parada restauradora do fadigoso caminho da vida?

    - Sobre o Calvário, para partilhar junto ao pequeno grupo de fiéis a paixão de Jesus e receber também nós o dom Maria, a Mãe?

    - No sepulcro, antes do amanhecer, com as mulheres, com Pedro e João, para professar com a limpidez e o imediatismo de João que: “entrou, viu e acreditou”?

    - Em quem nós estamos confiando ou sobre quem e que coisa estamos depositando nossa confiança: no Mestre, que nos ensina a viver como filhos, como ele, ou sobre o maligno, que de modo falso, procura inserir em nós a ideia que Deus é um concorrente perigoso, que limita a nossa autonomia?

    São tantas as interrogações sob as quais podemos meditar enquanto nos preparamos para viver os dias santos do Tríduo Pascal e chegar à Vigília da noite de Páscoa para professar com renovado entusiasmo, neste Ano de graça, a fé da Igreja.

    Com os Confrades e convosco, em fim, volto um pensamento de filial afeto a Bento XVI que, sentindo faltar às forças pela idade avançada, humildemente devolveu o comando de timoneiro da Igreja, gosto de vê-lo sobre o monte Nebo com Moisés, em contemplação da Terra Prometida. Ele continua, todavia, servindo a Igreja, indicando-lhe, com o seu retirar-se num “monastério”, a meta segura da peregrinação terrena e recordando-lhe que, para o encontro com Deus, aí se prepara no silêncio e na oração. Talvez não seria esta uma lição grandíssima oferecida a um mundo desatento e sempre imerso no barulho? Outro que dar crédito a interpretações fantasiosas do seu gesto. Para Ele “humilde trabalhador na vinha do Senhor”, dizemos obrigado, por ter-nos recordado.

    Santo Efrem, Padre da Igreja, nos convida “a fixarmos os nossos olhos sobre a luz sem fim”, e de sermos “cheios da alegria desta luz”, que é o Cristo. Não encontro palavras mais indicadas para vos dirigir uma cordial saudação pascal, juntamente com todos os Confrades.


 
Fonte: Pe. Giovanni Mario Redaelli
 
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